27 setembro 2005

Parabéns Vítor

Deve estar por uns dias a fazer doze anos que te conheci, eramos então dois putos grandes (em altura), que tinhamos, não há muito, ultrapassado a maioridade. Hoje apanhaste-me e passaste tal como eu a barreira dos trinta. És um trintão!
Tive o privilégio de te conhecer logo no início da faculdade e até hoje nos damos bem. O primeiro semestre do primeiro ano foi para os dois uma desgraça, depois atinaste mas eu continuei na mesma, mas foi um ano impecável. Naquele ano, passavamos os dias nossa Politécnica, aulas zero, brincadeira sempre. Cartada atrás de cartada, jogo de bola atrás de jogo de bola, íamos à bola juntos.
Lembras-te das finais do Jamor, altos piqueniques. E até cheguei a estar contigo na final da UEFA, apesar de depois cada um ir pra seu lado.
Tiveste sempre mais adiantado do que eu nos estudos mas graças a esse primeiro ano criámos uma amizade e um grupo de amigos que fez com que estivessemos quase todos os dias juntos, ou na faculdade ou mesmo fora dela.
Depois lá acabaste o curso, embora te mantivesses pela FCUL (mais um ano e eras meu professor, havia de ser bonito).
Agora estás bem, e no outro dia vê lá tu que até falaram de ti (bem) aos meus pais. Adivinha quem, não é preciso muito para lá chegares.
Limitei-me a fazer como uma síntese daquilo que aconteceu desde que nos conhecemos. Escusado será dizer que és um gajo porreiro, um gajo em que posso confiar pois se não fosses um bom amigo, não figurarias dentro deste blog.
Só mais uma coisa, lembrei-me agora da tua alcunha "Careca", pois eras tu um gadelhudo que resolveu rapar o cabelo. Como faziamos parte do percurso para a faculdade em conjunto, tu avisaste-me com alguma antecedêndia. Estava eu ao pé dos barcos à tua espera e nada, de repente apareceu-me um gajo que parecia um nazi a chamar-me, esse gajo eras tu. Não só rapaste o cabelo como resolveste por um óculos minúsculos. Se fosse Carnaval, ainda vai mas não era...
Parabéns e diverte-te .

25 setembro 2005

Tróia

Não não é o filme, é a nossa Tróia. Este cartoon está bastante feliz e por isso resolvi publicar. Os cartoons servem para caricaturar algo e este consegui muito bem aproveitando a implusão das Torres da Torralta, em Tróia.
Deliciem-se.

É mesmo ele

Estava muito bem a começar a digerir o almoço em Lisboa, quando de repente vi o jogador que durante dez anos apreciei como nenhum outro, ainda pensei duas vezes, por já não ter idade para isto, mas quando o Pedro Barbosa (amigo velho, já me conheces de gingeira) se aproximou pedi-lhe um autógrafo. Como estava com a minha mãe e ela tinha com ela a máquina fotográfica ficou registado o momento para a posterioridade.
Foi uma excepção, até porque entendo que as figuras públicas têm como nós o direito à sua privacidade.

22 setembro 2005

Quem será?

Hoje aconteceu-me uma coisa que não pensava que me viesse a acontecer aos trinta anos: pedir um autógrafo.
Pensava que essa febre dos autógrafos me tivesse passado há muito tempo, mas tratou-se de um caso especial, mas nunca imaginei que aos trinta anos ainda fosse caçar autógrafos.
Sinceramente já tinha idade para ter juízo.
Como não consegui scanar o autógrafo, aqui fica o que está escrito no papel que estava mais à mão:
"Para o Diogo c/ um abraço (assinatura ilegível)"
Quem será?
Não é o guaraná.
Adivinhem.
Amanhã, publicarei a continuação, devidamente documentada com uma fotografia.

Parabéns Cátia

Ontem fizeste anos, mas o meu post já tem que pagar juros de mora.
Conheci-te quando mudei para ensino. Bem aquilo (vocês), eram e são quatro anos mais novos do que eu, pareciam uma cambada de putos vindos directamente do infantário. Pensei mesmo que aquilo fosse o estágio, talvez tivesse ocorrido uma restruturação do curso e eu não tinha dado conta. Mas não, era a preparação para o estágio. Fui parar ao teu grupo e tinha que te aturar todos os dias. Mas não me queixo, pois tornamo-nos amigos e hoje, apesar de estar longe, comunicamos regularmente.
Nunca te disse, mas sempre foste uma amiga de conveniência. Sim, se não fosses a croma da turma não te tinha ligado caroço. Estou a brincar é claro.
Já me apanhaste na fase final da minha vida académica, no entanto, isso não invalida que não tenha passado bons momentos ao pé de ti, pois rapidamente nos tornámos amigos.
Depois decidiste ir para a Mouraria, perdão, Algarve e começamo-nos a ver com menos frequência.
Mas ó moura fica sabendo, que quem é amigo nunca deixa de o ser e eu sou teu amigo.
Parabéns electónicos atrasados e saúde, tu encarregas-te de procurar a tua sorte.
Beijinhos.

21 setembro 2005

Parabéns pai

Isto da família fazer anos toda junta não só dá muito trabalho, e não estou a falar por causa das prendas, mas sim da inspiração necessária para fazer cada post.
Hoje é a vez do meu pai, de quem obviamente também tenho muito para dizer. Tenho tanto que não sei por onde começar nem sei se direi tudo, sim porque para pessoas especiais fica sempre algo por dizer. Por isso, se for um pouco breve não te admires.
Caro soba, nascente em Angola numas condições “especiais”, o Dundo, a tua terra natal era uma cidade diferente das outras. Era uma das cidades da companhia de diamantes de Angola, e como tal tinha polícia própria, a companhia fornecia alimentação a todos os funcionários, tinham piscina e até tinhas a tua mãe como professora, enfim tiveste todas as condições para ter uma infância feliz e eu sei que tiveste ou não recordasse tu com algum saudosismo esses tempos. Lá fizeste grandes amigos, aqueles a que nós chamamos de "kiokos" (o idioma dos nativos na terra do meu pai). Sei que não queres lá voltar, porque o Dundo não escapou à guerra cívil de Angola, e preferes ficar com as boas recordações.
Vieste para Lisboa estudar sozinho, muito longe dos teus pais e embora tivesses o apoio do resto da família, não é a mesma coisa (já vieras antes, ainda adolescente para o liceu).
Só por isso te admiro, mas admiro ainda mais por tudo o que passaste até chegares ao que és hoje, da maneira como foi. Hoje orgulho-me de ser teu filho, de ver como és respeitado na terra que o destino quis que a adoptasses.
Mas isso não é tudo, és um bom pai e um bom marido, mas naquilo que me diz respeito, só tenho que agradecer o pai que me calhou em sorte. Tentaste fazer tudo para que não nos faltasse nada, e não falo de comida, falo de princípios, falo de educação, falo de cultura geral, etc, etc.
Lembro-me bem das visitas ao estrangeiro que faziamos, a mãe gostava de ir para os centros comerciais e nós também, mas tu insitias em “ver calhaus”. Aprendi muitas coisas, pois tu funcionavas como uma espécie de guia turístico e me explicavas tudo tintim por tintim. Assim de repente posso dizer que gostei muito do Chateaux-d’If, dos castelos do Barba Azul, monte de S.Michel, S.Malou (a terra dos corsários, muito parecida com Óbidos), Paris, mas aquela viagem de que mais gostei, que mais me marcou foi à Normandia, o palco do desembarque dos aliados na 2ª Guerra Mundial. Quando soube que lá ia, sinceramente não gostei muito da ideia, depois comecei a sentir que naquele local fez-se história, e não há tanto tempo como isso. Visitámos vários museus de guerra, cemitérios de guerra ingleses, alemães (impressionante, até arrepia) e norte-americanos (parece um jardim). Visitámos também Arromanches, onde fizeram um porto artificial, Bayeux, point du Hoc e as praias do desembarque (Omaha, Utah, Juno, Gold e Sword). Resumindo foi uma injecção de 2ª Guerra Mundial, onde aprendi mais do que nos livros da escola.















Mudando um pouco de assunto, foste também tu criaste em mim o bicinho do Sporting (juntamente com o Vitó), e hoje estão os dois ao meu lado nas bancadas de Alvalade. Levaste-me à bola desde miúdo, eu fui tomando-lhe o jeito e hoje não dispenso chamar uns nomes ao árbitro nos jogos.
Olha fica muito para dizer, mas são coisas boas, quer dizer tens um feitio lixado de vez em quando (mais quando estás chateado connosco), tirando isso, é tudo de bom, e até nos fazes rir quando pensas que sabes montar móveis, a última vez fiquei acordado com até às 3 da manhã, parecias um cromo daqueles difíceis. És teimoso até dizer chega.
Parabéns, beijinhos e tudo de bom para ti.

17 setembro 2005

Parabéns Rafael, ou Rafa se preferires

Pois é Rafael, hoje toca-te a ti. Aliás devo ser das poucas pessoas que te trata pelo nome completo, já que a maioria te trata pela abreviatura. Contudo nos primeiros anos tratavamo-nos de maneira diferente, eu chamava-te Lelo e tu tratavas-me por mano, nome pelo qual me deixaste de tratar quando foste para a Secundária de Odivelas, onde eu já lá estava, para não seres gozado.
Mas voltando à origem do nome, ele tem tudo a ver contigo, eu passo a explicar. Reza a história que num determinado dia estavam o pai e a mãe indecisos qual seria o teu nome, e realizou-se uma espécie de reunião familiar, nome para aqui, nome para ali, a mãe chegou a propôr que te chamasses Bartolomeu, tendo sido o pai um feroz opositor a essa ideia (senão hoje em vez de Rafa serias Bart) e o consenso tardou em chegar. O problema terá sido resolvido em jeito de piada pelo Vitó que sugeriu que te chamasses Rafael, pois esse era o nome do maluquinho da Lisnave. Acertou em cheio não só no nome como também na tua personalidade. Só ainda hoje estou para perceber porque não sugeriu ele o nome de um jogador do Sporting. Sei lá, podias ser o Peyroteo, o Yazalde ou mesmo o Keita, pensava que seria esse o contributo dele.


















Brincadeiras à parte, falemos agora da tua aparição no mundo. Sei que quando nascente me deste uma prenda, não fosse em ter ciúmes, que se bem me lembro era uma garagem para eu pôr os “pópós”. Não podia retribuir-te de melhor maneira, assim na primeira noite que passaste lá em casa recebi com tratamento Vip: levaste logo um murro na cara, viste logo quem mandava no nosso quarto.
Quando eramos crianças passamos a vida à bulha, muitas vezes conseguia coisas de ti fazendo chantagem, mas tu também cedo começaste a consguir a desforra. Lembo-me bem de termos ido acampar para Santa Cruz e tu teres me espetado o saco de estacas na cara.
Não te deves lembrar ainda destes dois episódios que vou descrever, mas o facto de ser o irmão mais velhos trouxe dissabores e recompensas na nossa infância. Têm os dois a ver com o facto de te tentar proteger. No primeiro um tipo da rua bateu-te e eu fui-te defender e levei também, o outro foi na Secundária de Odivelas quando te roubaram o dinheiro que levavas para comer (uma ninharia hoje em dia), tu chamaste-me e lá fui eu e nem precisei lutar para que o dinheiro te fosse devolvido (a partir desse dia, considero que ganhei um estatuto diferente na escola, pois vi que comecei a ser mais respeitado. Essa fico-te a dever).
Depois a nossa relação começou a entrar mais na “normalidade”, naquela que todos ou quase todos os irmãos mantêm, de um respeito mútuo e de muita amizade. Já o demonstras-te isso várias vezes.
Apesar de ser mais velho, parece que quando estamos juntos te comportas tu como tal em certas coisas, és mais crescido. Talvez a tua estadia do navio te tenha sido proveitosa nesse aspecto, por muito que nos custasse (acredita que custou) a tua ausência.
Bem é verdade, não convém dizer muito mal de ti, senão não acabas de montar os móveis que ainda tenho lá em casa. E como disses-te que querias um quarto, já sabes que a casa também é tua. Entretanto, já fizeste uma ocupação pacífica do meu quarto na casa do pai e da mãe.
Beijinhos e tudo de bom para ti.

10 setembro 2005

Notícias

Ainda estou um pouco a ressacar de não ter sido colocado (sim, sou um dos 40 mil), e como é costume, todos os inícios de Setembro tive que marchar até ao Centro de Emprego.
Resta ver quando vou ter colocação, ou não tivesse eu 345 (só agora é que reparei que são os três últimos digitos do código postal da casa dos meus pais) manfios à minha frente.
Vamos ver, vamos esperar e ter que ter paciência de chinês. Enquanto isso não acontece lá ando eu a comprar o Expresso todas as semanas à procura de algo que caia do céu. Qualquer dia começo a mandar currículos.
Por falar em chinês, o japonês está mesmo ali ao lado e agora estou viciado num jogo dele: o Sudoku.
Mas como hoje é dia de derby, lá vou eu descarregar no árbitro e insultar uns tantos gajos que não têm culpa de nada, mas o futebol tem isto de giro, serve de escape ao que temos cá dentro e nos apetece deitar cá para fora, então nestes jogos em que o meu batimento cardiaco aumenta constantemente.
Bem que ganhe o Sporting, mesmo que não seja o melhor. Aqui não há contemplações, nem espaço para o Fair-Play.
Se calhar estou assim, mas no fundo, bem lá no fundo, até não sou mau. Apenas não estou com o humor desejado.

06 setembro 2005

Mudança de blog

Fartei-me do Sapo, as queixas eram também mais que muitas, por isso mudei-me de armas e bagagens para o Blogger.
O nome do blog mantem-se e só muda o endereço, mesmo assim não muito.